sexta-feira, 24 de maio de 2013

ANÁLISE CRÍTICA CD ¡Uno! GREEN DAY



Boa noite pessoal.

Espero que estejam todos bem.

Hoje é sexta-feira, dia do Cineclub Hardcore falar sobre música.

Trazemos aqui hoje, nossa análise crítica sobre o álbum ¡Uno! da banda estadunidense Green Day.

Então vamos la:

Foi algo muito espantoso quando, em abril de 2012, Billie Joe Armstrong vocalista da banda, divulgou em seu Twitter o lançamento de 3 Cd's que seriam lançados em sequencia.

Essa sequencia de Cd's seria a trilogia ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!, cada álbum representando respectivamente um integrante do Green Day.

Um fato inusitado refente ao Cd ¡Uno! foi que, no lançamento de um CD single-track, com a faixa "Oh Love", Jason White, o violonista, guitarrista e vocal de apoio da banda, aparece creditado como membro oficial. Fato que agradou muitos fãs.

Bom, vamos entrar no que é de mérito no disco:

Quem esperava que o álbum viesse com uma pegada mais Punk Rock, Old School, como na época do Dookie, vai se decepcionar.

Analisando faixa por faixa, percebe-se que a banda fez uma grande mudança na sonoridade. As guitarras estão com som mais limpo que nos outros álbuns, a bateria não tão agitada, diria até que muito calma, esboçam um certa tranquilidade na harmonia das músicas.

Quase todas as músicas do álbum tem um solo, não são dos mais complexos, o Billie toca a maioria dos solos, porém percebe-se uma presença maior do Jason White nesse álbum.

Algumas faixas estão um pouco mais Old School, a faixa de abertura Nuclear Family, Rusty James, Stay the Night, Let Yourself Go, estão com uma pegada um pouco mais puxada pro lado do Punk, se parecem um pouco com a fase mais antiga da banda.

Retirando as faixas citadas acima, o restante do álbum parece meio mainstream, um pouco Pop Punk, as músicas estão um tanto diferentes, não só de como era na época do Dookie, mas também diferente de American Idiot e 21 Century Breakdown.

O álbum American Idiot foi um álbum mais adulto, o tema era a política norte americana, protestos e tudo mais, o 21 Century Breakdown foi mais uma Ópera Rock, não deu continuidade nos ideais de seu antecessor, mas ¡Uno!  está no meio termo disso, os caras não arriscaram tanto em lançar algo como American Idiot, e retiraram as harmonias com os pianos de 21 Century Breakdown, e foram atrás de alguma mistura de como era o começo da banda com essa nova fase de agora.

As músicas estão rápidas como é de praxe em uma banda Punk, cerca de três minutos cada, a guitarra base ainda condiz com o que se espera com seus Power Chords infinitos, e temos a presença de apoio do Jason, que devemos reconhecer que a mais de treze anos está fazendo um ótimo trabalho com a banda.

Não digo que a banda deve seguir sempre o mesmo padrão a vida inteira, eu pelo menos acho Dookie o melhor álbum, gostei muito de American Idiot que é muito diferente, e gostei de 21 Century Breakdown que é mais diferente ainda, mudar ás vezes é bom.

O Cd foi bem trabalhado, isso não podemos negar, tem uma pegada diferente de tudo, é divertido, deixa um gosto de quero mais, vale a pena comprar, é acima da média, porém não é um dos melhores já lançados pela banda.

O Cineclub Hardcore recomenda este disco. Cogumelo

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