domingo, 2 de junho de 2013

ANÁLISE CRÍTICA "LOOPER - ASSASSINOS DO FUTURO"



Boa noite pessoal.

Hoje é dia do Cineclub Hardcore falar sobre cinema.

Segue nossa análise crítica do filme "Looper - Assassinos do Futuro".

Vamos a sinópse:

Kansas City, 2044. Viagens no tempo são uma realidade, mas estão apenas disponíveis no mercado negro. Seu principal cliente é a máfia, que costuma enviar ao passado pessoas que deseja que sejam eliminadas, já que é bastante complicado se livrar dos corpos no futuro. Os responsáveis por estes assassinatos são os loopers, organização a qual Joe (Joseph Gordon-Levitt) faz parte. Um dia, ao realizar mais um serviço corriqueiro, ele descobre que seu alvo é a versão mais velha de si mesmo (Bruce Willis), trazida em viagem no tempo por ter se tornado uma séria ameaça à máfia no futuro.

Crítica:

Dentre as irrealidade que eu sempre sonho na possibilidade de poder acontecer, a viagem no tempo está em 1º lugar na minha lista. O assunto é muito complexo, voltar ao passado, alterar, consequência, e o ciclo repetitivo que isso cria.

Todos os Loopers tem um ciclo a cumprir. Eles são os carrascos de aluguel do futuro, matam todos os que são mandados a eles, até que, em seu trabalho final, devem matar a si mesmo, mandado do futuro direto para a execução, após isso o Looper tem cerca de 30 anos para viver até que é capturado e enviado para ser executado por ele mesmo no passado e assim, virar um ciclo infinito. É muito complicado entender que qualquer mudança no ciclo altera e ao mesmo tempo não altera o futuro, pois, se a alteração aconteceu, aquilo na verdade deveria acontecer para existir, assim criando um verdadeiro paradoxo.

O presente do filme se passa em 2044, existindo coisas ainda não existentes em nosso presente como motos voadoras, monitores de TV como hologramas, mas para por ae, não vi mudanças muito drásticas em um mundo que acontece daqui a 32 anos. Não tem como sabermos como será o mundo porém poderia ter um cenário mais criativo. O futuro do filme se passa no ano de 2074, ainda assim 62 anos pra frente, não se vê muita diferença do cenário de hoje, cade os avanços tecnológicos ? Achei essa parte muito sem criatividade. Temos no presente do filme, um cenário meio desagradável, com uma cidade em meio a ruínas, cheia de mendigos, pessoas miseráveis, e totalmente sem policiamento, sendo rotineiro um assassinato ou outro, poderiam ter explicado pelo menos como a cidade ficou assim.

Uma coisa que ficou totalmente sem explicação, foi o meio de comunicação entre o pessoal do futuro com os Loopers. Como eles foram contratados e como comunicam que vão mandar alguém para ser executado? Tudo bem, podemos imaginar alguém vindo do futuro, explicando o serviço e tudo mais, porém, o filme não explica como é feita a comunicação de data/hora para as execuções. Vemos no início alguém falando em um fone de ouvido porém é só. Também não mostrando, quem criou a maquina do futuro, é exclusiva aos criminosos?. Essas questões não foram muito bem explicadas.

Posso estar sendo meio burro nisso tudo, mas não consigo entender como os criminosos do futuro conseguem descobrir se o seu alvo foi executado ou não, claro que se ele não foi executado, ainda vai estar vivo no futuro, porém não seria tão idiota de aparecer em frente a eles, e a velocidade em que eles tomam ciência do acontecimento é enorme.

O foco do filme é a passagem de passado/futuro, não gostei muito da utilização da telecinese, algo orgânico, que foi adquirido por alguns cidadães sem nenhuma explicação, porém, tem um papel fundamental no enredo do filme, sendo o elemento principal da criação de toda a trama.

Os efeitos especiais do filme são ótimos, nada de extravagante, achei bastante razoável, o que não posso dizer de uma cena de tiro especifica, em que você vê o Joe do futuro (Bruce Willians), fazendo um impossível, nessa parte achei que estava vendo algum filme do rambo, achei muito exagerado.

Um coisa que não gostei muito é da criança  "Cid", que possui a telecinese, ter aquela expressão maligna nos momentos em que usa seus poderes, parecendo até que está possuído, não sei se a ideia foi dar medo, se foi, não conseguiu, achei ridículo isso. Embora o menino ser muito bom ator, meio irritante, mas gostei dele.

A semelhança entre o Joe do passado com o Joe do futuro é muito grande, tanto pelas características físicas, quanto pela personalidade. Aquele jeitão já característico "solitário, na dele, não quero problemas pro meu lado" que o Bruce Willians tem nos seus filmes, foi muito bem interpretado por  "Joseph Gordon" (seu eu do passado). Acho que não foi uma das tarefas mais difíceis do mundo pelo fato do Bruce ter uma personalidade tão marcante.

Um ponto positivo da trama é a originalidade, não temos um mocinho especifico, todos estão em uma caça o filme todo, um conflito de interesses em que não sabemos ao certo por quem torcemos. Um quer salvar a própria vida sendo totalmente egoísta, porém ao mesmo tempo protegendo uma criança inocente, outro tentando salvar sua esposa sendo igualmente egoísta porém com um plano mais eficiente, porém em contrapartida sendo um monstro total, por ser capaz até de meter a bala em uma criança sem ao menos saber se quem está matando é a pessoa certa. Algo que achei muito pesado.

O final foi muito bom, mostrou claramente o ciclo repetitivo que se cria na viagem no tempo, e na criação de um paradoxo com as suas alterações. Porém não gostei muito do meio empregado para resolver o problema, acho que poderia ser algo mais criativo, parece que foi feita a escolha mais fácil.

Achei o filme muito bom, eu particularmente gosto muito do gênero, tem algumas lacunas bastante perceptíveis e falta algumas explicações para convencer melhor o espectador. O filme não é cansativo, acho que foi bastante aproveitado suas quase 2 horas. É um filme de ficção cientifica que contém drama, romance, ação, sendo tão diversificado poderia ter uma cena de luta mais destacada com o Bruce, fiquei esperando por isso e senti falta. No todo achei acima da média pela complexidade que é trabalhar com o tema.

O Cineclub Hardcore recomenda esse filme. Cogumelo

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